o exercício físico como salvação para a nossa geração!
- Fabio Raimundo
- 27 de fev. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de abr. de 2020
Olhem à vossa volta.
Quantos seres humanos ligados ao mundo digital, através de um telemóvel, consegues ver !? Estamos a viver uma época de velocidade, tudo se passa a 'correr' - desde as noticias que se lêem através do feed do Facebook, à velocidade que mudamos de aplicação do Instagram para o WhatsApp.
Esta velocidade tem implicações no nosso dia a dia, e é responsável em parte, pelo nosso cansaço mental - dormimos menos, mantemos a nossa atividade cerebral em processamento durante mais tempo, e por consequência alteramos a produção hormonal, além de todas as tarefas diárias que temos obrigatoriamente de fazer, temos uma nova tarefa, que cada vez mais ocupa uma fatia maior do nosso tempo: navegar nas redes sociais!
Quantas vezes atrasaste tarefas importantes da tua vida, como encontros, reuniões, estudar, ou até simples tarefas domesticas porque estás ligado às redes sociais!?
Estamos perante um novo flagelo social, que de social nada tem, muito pelo contrário. As redes sociais estão cada vez mais a limitar o socialização entre as pessoas. Para além disso, aumentam o nosso cansaço emocional, e é uma excelente fonte de desinformação, local onde todos são doutorados em fazer seja o que for.
Vamos virar a conversa para a área do exercício físico.
Cada vez mais assistimos a uma massificação dos ginásios - cadeias de ginásio enormes, caracterizadas por espaços grandes, 'atafulhados' de maquinas, dos mais diversos designs, formas e cores, associados a luzes, e outras diversões mais. Tudo muito bonito, menos o facto da qualificação do corpo docente. Parece-me claro, na maioria dos casos, que o corpo docente é o menos qualificado possível, pois como se sabe, quanto mais qualificado é o profissional, maior será o encargo da entidade empregadora, que é gerida por números e por isso, no balancete anual, não há margem para contratar profissionais de qualidade.
Assim, assistimos a ginásios lotados, onde a maior parte das pessoas, mete os fones e passa uma sessão de treino em aparelhos cardiovascular, a transpirar por todo o lado, em busca da salvação, sem antes tirar a típica selfie no ginásio com o bicep de fora, ou a mostrar o conjunto da moda de cor super diferente e super justo.
A juntar a todo este 'caos' ainda temos os planos de treino na aplicação do telemóvel, fazemos os planos de treino das celebridades do Instagram, e tomamos o batido que a fulana com o desconto prozis 10 nos indica, porque é super delicioso e barato.
E que tal?
Estás a incluir te neste leque massificado de pessoas? É bem provável.
Felizmente, há solução. Depende da tua consciencialização. Experimenta em meter o telefone no modo voo, pelo menos enquanto treinas. Não interessa o tipo de treino que vais fazer, faz o que gostas, mas fá-lo sem mexer no telefone. Sente o teu corpo, usufrui da libertação hormonal, foca-te naquilo que quero, não queiras agradar ninguém, fá-lo por ti, para o teu bem estar, não precisas provar nada a ninguém.
Para combater esses ginásios massificamos, com planos de treino pré fabricados, criei em 2012 um conceito de treino onde o foco é única e exclusivamente o cliente!
Desde essa altura que me dedico a 100% a aplicar estímulos musculares em função da capacidade/necessidade/objectivo de cada cliente.
Além disso, dessa personalização, há uma relação muito mais próxima do cliente. Aqui não há fones nos ouvidos, nem aplicações com treinos, o foco é o treino e a socialização. O ginásio pode ser um excelente local para conversar com outras pessoas, cara à cara, como 'nos tempos antigos'.
Parece que este modelo de trabalho tem vindo a ter muito sucesso como alternativa aos grandes centros de fitness, pelo menos o número crescente de ginásios com este conceito tem vindo a aumentar drasticamente.
Costumo fazer uma analogia algo engraçada com ginásios e restaurantes:
Quando queres comer bem, onde é que vais!? A uma cadeia de restaurantes onde escolhes o menu 1 , 2 ou 3, ou vais aquele restaurante tipo tasca que o refogado ainda é feito como deve ser, com cebola, alho e azeite!? Eu sou o da 2a opção.
Em modo de conclusão, permitam-me dizer-vos o seguinte: não se deixem influenciar por tudo, questionem certas coisas, e abrandem. Reduzam o número de horas em convívio online, e apreciem a companhia das pessoas.
Nada como um bom café e uma conversa de amigos numa esplanada e nada como um bom treino, bem prescrito e elaborado com fundamento. É assim que deve ser. Não queiram ser o último grito do fitness, pois pode não correr bem.
Em breve, entraremos no mundo do treino.
Obrigado a todos pela leitura!
Espero que partilhem a vossa opinião.
Um abraço a todos
Fábio Raimundo


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